Prática ensinada por Santa Faustina para definir como meta em 2020

Você já parou para pensar e refletir o que você deseja realizar em seu ano de 2020? Ainda há tempo para sugerir uma resolução de ano novo, e tenho certeza, também, de que Faustina gostaria que eu compartilhasse esta proposta com você.

É simplesmente o seguinte: reserve um tempo para adorar a Jesus Eucarístico.

Hóstia viva, minha única força, fonte de amor e de misericórdia, envolvei o mundo todo, fortalecei as almas que desfalecem. Oh, seja bendita a hora e o momento em que Jesus deixou para nós o Seu misericordiosíssimo Coração. (Diário de Santa Maria Faustina Kowalska, 223).

Santa Faustina amou o Senhor presente no Santíssimo Sacramento do Altar, tanto que seu nome completo era “Irmã Maria Faustina do Santíssimo Sacramento”. Ao longo de seu Diário, lemos relatos de suas visões do Senhor Eucarístico, do Menino Jesus nas mãos do sacerdote no momento da Consagração e do Senhor vivo sendo desmembrado para ser distribuído ao povo.

Santa Faustina nos chama a confiar em Jesus, e de maneira especial, a confiar, então, no maior dos sacramentos, “a fonte e o cume” de nossa vida cristã (Catecismo da Igreja Católica, 1324). Ela nos chama a acreditar em realidades ocultas, a aceitar com fé a presença de Jesus oculto sob as aparências de pão e vinho – e muito mais.

A Irmã também nos chama a acreditar em Jesus oculto que vem até nós “em seu disfarce mais angustiante”, como Madre Teresa colocou: Jesus oculto que vem até nós nos pobres. E de fato, Santa Faustina teve uma experiência singularmente poderosa dessa realidade:

“Jesus veio hoje à portaria na figura de um jovem pobre. Esse miserável jovem, com as vestes terrivelmente rasgadas, descalço e de cabeça descoberta, estava com muito frio, porque o dia era chuvoso e frio. Pediu algo quente para comer. Fui à cozinha e nada encontrei para os pobres, mas depois de procurar melhor, achei um pouco de sopa, que esquentei, ajuntei um pedaço de pão e ofereci ao pobre, que a tomou. No momento em que ele estava me entregando o prato, permitiu-me conhecer que era o Senhor do céu e da terra. Logo que vi quem era Ele, desapareceu diante dos meus olhos. Entrando na casa refleti sobre o que tinha sucedido na portaria, e ouvi estas palavras na alma: Minha filha, chegaram aos Meus ouvidos as bênçãos dos pobres que, afastando-se da portaria, Me bendizem, e gostei dessa tua caridade nos limites da obediência e por isso desci do trono, para saborear o fruto da tua misericórdia.

Ó meu Jesus, agora vejo claramente e compreendo tudo o que há pouco me sucedeu. Eis porque me perguntava: que pobre é esse, que reflete tamanha modéstia? Desde esse momento, o meu coração inflamou- -se de um amor ainda mais puro para com os pobres e necessitados. Oh, como me alegro por me terem dado, as superioras, este trabalho. Sei bem que a misericórdia é variada: sempre e em toda parte e todas as vezes pode-se praticar o bem. O ardente amor a Deus vê ao seu redor a incessante necessidade de se doar pela ação, pela palavra e pela oração. Agora compreendo as palavras que me dissestes outrora, Senhor.” (Diário, 1312-1313).

A devoção eucarística treina os olhos do nosso coração para realmente perceber o mundo e tudo nele, especialmente o nosso próximo. Como CS Lewis disse em O Peso da Glória: “Ao lado do Santíssimo Sacramento, seu próximo é o objeto mais sagrado apresentado aos seus sentidos.” A Adoração Eucarística nos prepara para ver através das aparências caídas do mundo, de nosso próximo, das lutas e sofrimentos do dia a dia, a fim de perceber Deus, sustentando tudo, amando tudo e todos, santificando onde quer que Ele seja bem-vindo, abençoando abundantemente onde quer que as pessoas digam: “Seja feita a sua vontade“.

Tudo é um presente; tudo é potencialmente parte de nossa comunhão com a dança infinita de dar e receber no coração da Trindade, se apenas nos consagrarmos a Deus e darmos tudo a Ele, particularmente pelas mãos de Nossa Senhora.

Isso não significa que nunca enfrentaremos uma cruz; isso não significa que tudo será fácil. Sabemos o que é a vida cristã, porque conhecemos a vida de Cristo. Sabemos como viver como filhos e filhas de Deus porque Jesus e Maria fizeram isso primeiro, fizeram o melhor e demonstraram que a tristeza tem um lugar necessário na vida cristã, tanto quanto alegria, luz e glória. Parte de nossa generosa doação a Deus inclui aceitar graciosamente o sofrimento e vivê-lo generosamente, da melhor maneira possível, enquanto tomamos as medidas certas e justas para aliviar o sofrimento.

Mas a Adoração Eucarística também nos treina para isso. A Adoração Eucarística ensina-nos a esperar em silêncio e alegria na presença do Senhor. Podemos passar tempo com Jesus na alegria, mas também passaremos tempo com Jesus na tristeza, cansaço ou dor. Nós, como Santa Faustina, devemos levar todos os problemas e bênçãos da vida conosco ao Senhor Eucarístico. Devemos procurá-Lo em louvor, ação de graças, arrependimento, petição e em toda confiança infantil.

Ele está conosco, mesmo que apenas possamos vê-Lo em pão. Ele está conosco, mesmo que possamos senti-Lo no vinho. Ele está realmente aqui conosco até o fim dos tempos. Aguardamos Sua Segunda Vinda, não como o retorno de um Senhor há muito ausente, silencioso e inacessível, mas como a criança aguarda o retorno dos pais. Jesus está conosco, como prometeu (veja Mt 28:20). Ele nos deu Sua presença na Palavra e Sacramento, na Igreja e no próximo, nos pobres e no Corpo Místico de Cristo. Ele nos dá Sua presença agora e continuará a fazê-Lo na eternidade.

Então, vamos ver com a visão de 2020.

  • Vamos ver claramente a natureza da realidade este ano, fixando nosso olhar no Senhor Eucarístico, a plenitude de Deus escondida sob as aparências de pão e vinho.
  • Vamos nos colocar na presença de Deus na Eucaristia, e assim aprender a reconhecer a presença de Deus em todas as coisas, o Criador sustentando todas as coisas pelo amor.
  • Não deixe de participar fielmente da missa aos domingos (ou missas de vigília aos sábados) e solenidades.
  • Se ainda não o fazemos, vamos tentar assistir à missa diária sempre que possível.
  • Se houver adoração e exposição eucarística em uma paróquia perto de você, tente ir pelo menos uma vez por mês.
  • Passe um tempo com Jesus no sacrário da sua paróquia local. Ore, leia um bom livro católico ou simplesmente sente-se em silêncio, mantendo a companhia do Senhor Eucarístico e permitindo que Ele passe algum tempo com você também.
  • Vamos aprender também a enxergar além da queda e do abalo de nosso próximo, perceber a imagem e semelhança de Deus nos pobres, no estrangeiro e em toda a família da humanidade.
  • Dê uma olhada nas listas das obras corporais e espirituais de misericórdia. Escolha uma, faça uma pesquisa sobre maneiras de realizar esse trabalho de misericórdia e faça dele uma parte regular da sua vida este ano de 2020.
  • Da próxima vez que alguém o exasperar ou incomodar, respire fundo. Lembre-se silenciosamente daqui em diante que você é um filho amado de Deus, um irmão ou uma irmã. Ofereça a raiva, frustração ou medo a Deus. Em seguida, comprometa-se a viver as virtudes naturais e sobrenaturais em relação aos seus vizinhos, enquanto os olha com os olhos da misericórdia.

Essas resoluções nos ajudarão a ver Deus com mais clareza, amá-Lo com mais carinho e segui-Lo mais.

Fonte: The Divine Mercy.

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