O Anel do Professor

No dia 15 de outubro Dia do Professor (a), é uma oportunidade para saudá-lo, agradecer pelo trabalho dedicado aos nossos jovens; e de oferecer-lhe uma reflexão sobre esta nobre missão.

Há muitos anos atrás, um jovem estudante de 20 anos de idade abordou o professor em sua mesa depois de uma aula na universidade:

– Professor eu preciso muito de sua ajuda, pois estou entrando em desespero. Eu me sinto um inútil, as pessoas vivem me dizendo que sou um completo idiota e que não sirvo para nada. Outros professores dizem que sou lerdo, que não deveria estar aqui nessa universidade. Não tenho forças para mais nada!

O professor, sem sequer olhar para o jovem, disse a ele:

– Sinto muito, rapaz. Você me pegou em um dia muito ruim. Estou tentando resolver um problema muito grave e não posso te dar atenção. Volte em outro momento, por favor.

Cabisbaixo, o estudante já ia deixando a sala, quando o professor lhe fez uma proposta:

– Bem, vamos fazer o seguinte: se você me ajudar a resolver o meu problema mais rápido, podemos sentar e conversar sobre o seu problema. O que você acha?

– Tu… Tudo bem, professor. Gaguejou o estudante, muito inseguro.

O professor, então, tirou um anel do dedo e disse ao rapaz:

– Monte em meu cavalo e vá até o mercado vender esse anel. Preciso pagar uma dívida muito alta, e não tenho dinheiro. Só não venda esse anel por menos de uma moeda de ouro. Vá logo e volte o mais rápido possível.

Assim que chegou ao mercado, o estudante começou a oferecer o anel a todos que passavam por ele. Algumas pessoas mostraram interesse, mas quando o rapaz falava sobre o preço, elas viravam as costas e iam embora. Somente um senhor, vendo a angústia do rapaz, lhe deu atenção.

– Meu rapaz, não me leve a mal, mas você está pedindo muito por esse anel! Não sei se você sabe, mas uma moeda de ouro é muito dinheiro.

Outro homem, também tentando ajudar, ofereceu uma moeda de prata e um pouco de cobre pelo anel. O estudante, no entanto, seguiu as ordens do professor e se recusou a vender o objeto por aquele valor. Se sentindo fracassado, ele montou no cavalo e foi até a universidade. No caminho, desejou ter uma moeda de ouro para comprar o anel, mesmo que não valesse tanto, só para ajudar aquele homem. Ao entrar na universidade, contou:

– Professor, eu sinto muito, mas não consegui vender o seu anel. É impossível vendê-lo pela quantia que o senhor está pedindo! Eu posso, talvez, conseguir umas duas moedas de prata, não mais que isso. Não podemos enganar as pessoas sobre o valor deste anel.

Com um tom de voz muito tranquilo, o professor respondeu:

– Você tem toda a razão, meu rapaz. Antes de encontrar alguém para comprar o meu anel, deveríamos saber qual é o seu verdadeiro valor. Não queremos enganar ninguém, nem ser enganados, concorda? Vamos fazer o seguinte: pegue o meu cavalo novamente e vá até o joalheiro; ninguém melhor do que ele para saber quanto realmente vale este anel.

O professor continuou com as instruções:

– Diga ao joalheiro que estou interessado em vendê-lo e pergunte quanto ele pode ofertar. Mas preste bastante atenção no que eu vou te falar agora: não venda o anel ao joalheiro por valor algum! Apenas pergunte o valor do anel e vá para a minha casa. Estarei esperando por você lá.

Ainda com a intenção de ajudar o professor, o estudante foi até o joalheiro e entregou o anel para que ele o avaliasse. O especialista em jóias, então, disse ao rapaz:

Diga ao seu professor que, se ele tem pressa em vender este anel, eu posso dar a ele oito moedas de ouro…

– Oito moedas de ouro?? Perguntou o jovem, espantado.

O joalheiro replicou:

– Sim. Mas diga também que, se ele puder esperar um pouco mais, posso oferecer até 10 moedas de ouro. Mas só se ele não tiver pressa.

O rapaz, muito emocionado, correu até a casa do professor e lhe contou tudo. O professor exclamou:

– Oito moedas de ouro!? Uau!

Em seguida, o mestre riu e zombou:

– Aqueles homens no mercado perderam um grande negócio, não é mesmo?

– Sim. Concordou o jovem.

O rapaz, então, perguntou:

– Então, professor, o senhor vai vender o anel por oito ou dez moedas de ouro?

A resposta surpreendeu o jovem:
Eu não vou vender o meu anel, meu filho. Fiz isso para que você entenda uma coisa: você é como esse anel – uma jóia única e muito valiosa. Porém, só as pessoas sábias poderão avaliar o seu verdadeiro valor. Ou você acha que qualquer pessoa pode avaliá-lo da forma correta?

Colocando o anel de volta no dedo, o professor concluiu:

– Não importa o que falem sobre você, o que importa é o seu verdadeiro valor!

Eu e você somos como esse anel: somos únicos e valiosos. Mas, infelizmente, nós passamos a maior parte do tempo caminhando pelos mercados da vida, nos desvalorizando e esperando que pessoas despreparadas nos deem o devido valor. Devemos saber que só existe um joalheiro que reconhece o quanto somos valiosos: DEUS. Ele enviou o seu Filho para morrer na cruz, pagando um alto preço com seu sangue para nos resgatar para Ele!

Meus irmãos, quero, hoje, louvar a Deus pelo dia dos professores. Estes sábios companheiros que nos ensinam, diariamente, ou já nos ensinaram, questões sobre a vida e nos passaram tanto conhecimento.

Ser professor exige vários dons: sabedoria, discernimento, fortaleza, coragem, conselho, temor a Deus, ou seja, ele precisa ser munido do Espírito Santo para poder ensinar com verdade e prudência nos dias de hoje.

O que o aluno espera de um professor? O que os pais e a nação esperam de nós? Em primeiro lugar, que sejamos honestos, honrados e capacitados, exigências mínimas de quem carrega o título de mestre. Sabemos que o homem moderno está cansado de discursos… Quer ver bons exemplos, a começar do professor.

O aluno só aprende com satisfação quando o professor ensina com entusiasmo e sabe motivá-lo. Os alunos respeitam o professor que domina a matéria e sabe motivar para o aprendizado. Um homem motivado vai à Lua, mas sem motivação não atravessa a rua.
O aluno espera que o professor tenha paciência com ele, tenha a humildade de não usar o seu conhecimento para humilhá-lo e que não use do poder da avaliação para destruir a sua autoestima. O aluno espera que o professor prepare bem as aulas. Nada pior para um aluno do que ter que assistir a uma aula maçante, mal preparada, ministrada por alguém que não conhece o que ensina. É um grande desrespeito… para não dizer, um crime. Ele quer ver o seu mestre ensinar com didática, competência e clareza, além de pontualidade no horário e apresentação adequada. Ele quer vê-lo como um bom amigo que não lhe dá apenas informações, mas formação e sabedoria de viver.

Se você ainda tem um professor, hoje, faça uma homenagem a ele.

Rezando por esta profissão tão bonita e cheia de sabedoria.

Aos meus irmãos professores, rezo por vocês hoje!

Fonte: Adaptado com Artigo “A arte de ensinar” de professor Felipe Aquino.


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O “Momento de Reflexão” você ouve de Segunda a Sexta-feira às 18:00hrs no programa Vozes da Paz pelas rádios São José AM, 1240 e Nova Era FM em 104,5, Deus abençoe.

 

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