A emocionante historia de uma mãe que morreu e deixou uma lista com 100 instruções para o marido cuidar dos filhos

Kate Greene morreu aos 37 anos de câncer no seio. Casada desde os 27 com John, teve dois filhos: Finn, 4 anos, e Reef, 6.

Entre a descoberta da doença e a morte, tempo que durou 2 anos, ela preparou uma lista com 100 instruções para a criação dos filhos. Estão incluídos itens como uma visita à praia que ela frequentava como criança, uma viagem à Suíça, onde o marido lhe pediu em casamento e o acompanhamento de uma partida internacional de rugby, como uma variação do futebol
A britânica também deixou registrado os princípios básicos que ela quer que sejam passado aos meninos, como por exemplo o tratamento sempre respeitoso dado às futuras namoradas.

Ela deseja ainda que os filhos não fumem, evitem andar de moto e não entrem nas Forças Armadas.

Para o marido, Kate recomenda que compre uma mesa de jantar grande para que a família possa comer junta, que beije os garotos duas vezes antes de dormir, toda noite.

O marido contou ao jornal Daily Mail que já colocou algumas coisas em prática: comprou a mesa de jantar e tem planos de levar os meninos para verem uma partida de rugby entre a Inglaterra e a Irlanda em Dublin. “Perder Kate foi devastador, mas, realizando todos os desejos dela, sinto que ainda temos um laço afetivo”, afirmou John.

A luta de Kate contra o câncer começou quando ela e o marido descobriram que o caçula, Reef, na época com 2 anos, tinha a doença. Os médicos deram ao menino apenas 6% de chance de sobrevivência, pois se tratava de um tumor agressivo no abdômen da criança. A quimioterapia intensiva, que foi necessária antes da cirurgia de remoção do tumor, danificou os nervos das pernas de Reef – os especialistas diziam que ele não voltaria a andar. Contudo, para espanto de todos, o menino se recuperou e não teve seqüelas.

Passado os transtornos com caçula, foi a vez de Kate descobrir, em 2008, que ela tinha câncer. Mesmo com 18 meses de quimioterapia era evidente que a doença havia se espalhado por seu corpo.

“No final, eu a minha mulher sabíamos o que ia acontecer. Nos conhecíamos desde os 16 anos, não precisamos dizer uma palavra um para o outro”, disse John ao jornal britânico.

Segundo o marido, Kate demorou 4 horas para elaborar a lista com as instruções do que ele tinha que fazer com os meninos.

Nas ultimas semanas dela, a família toda também cumpriu uma séria de desejos da britânica, e entre eles estava o de visitar a Disney, na Flórida.

Surpreendentemente, Kate pede a John na lista que encontre outra mulher para que os filhos possam crescer sob uma influencia feminina.  Para John, o mais difícil da lista de 100 itens é encontrar outra mulher. “Eu já havia achado a minha alma gêmea”, disse o homem.

Para Refletir

No momento em que nasce o vínculo conjugal algo de cada um dos cônjuges pertence, por direito, ao outro, e não apenas a si mesmo. Vejamos os votos contraídos no Matrimônio: “Eu, N., recebo-te por minha esposa (meu esposo) a ti, N., e prometo ser-te fiel…”. A troca de consentimentos não é um contrato limitado e revogável: ao contrário, ele é livre, irrevogável e desinteressado, pois um se entrega ao cuidado do outro. Eu deixo de ser “dono do meu nariz”, pois agora pertenço à outra pessoa. Em certo sentido, torno-me propriedade do meu cônjuge. Os esposos podem reivindicar coisas um do outro, porque cada um deles tem um direito verdadeiro e definitivo sobre o outro. Esse é precisamente o significado do voto, diferentemente de acordos, contratos, pactos, parcerias ou “casos”.
Vale a pena fazer uma comparação com os votos religiosos. A mulher que entra para a vida religiosa, como costumamos dizer, faz um voto irrevogável e incondicional de se casar espiritualmente com Nosso Senhor Jesus Cristo. Por sua vez, o homem que entra para a vida religiosa promete pôr-se plenamente à disposição e a serviço dEle. Não se trata de um mero passatempo, mas da consagração de toda a vida a outra pessoa.

A mulher tem um papel especial nessa instituição. A mãe é aquela que se doa prontamente pela vida dos filhos e de seu marido. Trata-se de uma realidade também espiritual, ao ponto de Santa Teresinha ter se convertido numa grande mãe, mesmo muito jovem.

Toda essa realidade natural caiu em descrédito nos últimos anos como efeito de uma engenharia social, iniciada em meados do século XX. Para controlar o crescimento populacional, Trata-se da coisificação da mulher, de transformá-la em mais uma engrenagem da grande máquina do dinheiro.

Essa manipulação, porém, tem já se revelado um grande desastre, com mulheres cada vez mais infelizes, pois ninguém nasceu para realizar-se numa pseudo carreira profissional. Aliás, apenas uma pequena parcela da população consegue essa proeza, e a um custo muito caro: o desprezo dos vínculos familiares e a solidão no fim da vida. No fundo, essa sanha gera mais frustração do que verdadeira felicidade. E as mulheres não são as únicas a provar isso na pele.

Adaptado do artigo de Peter Kwasniewski | Tradução: Equipe Christo Nihil Praeponere

O “Momento de Reflexão” você ouve de Segunda a Sexta-feira às 18:45 no programa Vozes da Paz pela rádio São José FM, 96.9, Deus abençoe.

 

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