O Anjo da Guarda

(Fato Verídico, Narrado por Mons. Afonso Weigl)

Nunca se aglomerava tanta gente diante da vitrine daquele pintor como no mês de Setembro. Principalmente crianças contemplavam aquele quadro, não tanto por sentimentos mas pela maneira nova com que estava representado o Anjo da Guarda.

Em vez de ser transfigurado de luz, de mantos compridos e com duas grandes asas, o artista pintou

Uma criança passando despreocupada por entre o trânsito de automóveis, ônibus e motocicletas duma cidade grande, enquanto duas grandes asas transparentes pareciam amparar de ambos os lados esse pequenino ser.

Por longo tempo falou-se daquela pintura e as crianças se postavam devotas diante dela.

Estava lá Também a filha do senhor John. John era um homem ateu.

Sua filha estava ali admirando a estranha pintura.

Como o pai não lhe permitira nenhum contato com a religião , a criança não entendia o significado daquela obra de arte.

“Mas como Ingrid, você não sabe? Você não sabe o que significa o Anjo da Guarda!”

– Disse sua amiguinha, Ana Maria.

Ana Maria tomou sua amiguinha pela mão a consolou dizendo:

“Não fique triste, Ingrid, você também tem um Anjo da Guarda, mesmo que não veja.

Minha mãe disse que todo mundo tem um Anjo da Guarda”.

Ingrid ficou muito contente e contou ao pai o que ouvido de sua colega.

Na mesma noite aquele pai , furioso, foi falar com o pai de Ana Maria:

“Ouça aqui: Eu proíbo , entendeu, eu proíbo que sua filha venha encher a cabeça da minha com essas besteiras. Anjo da Guarda! Anjo da Guarda! Minha filha não precisa de Anjo da Guarda! Entendeu?”

O pai de Ana Maria ouviu calmamente aquela aquelas palavras , por fim, com um sorriso e, brincou olhando nos olhos de John…

“Pelas suas palavras vejo que a amizade de sua Ingrid com a minha filha não lhe agradam.

Pode deixar, eu vou avisar minha filha.

Agora, se sua filha precisa ou não do Anjo da Guarda, isso o senhor não pode saber!”

Com o trinco da porta na mão, John terminou a conversa rosnando:

“Vocês me dão pena! Vocês estão totalmente iludidos por esses padres!”… E bateu violentamente a porta.

A festa do Anjo da Guarda já havia passado, mas a imagem da vitrine lá continuava.

John via a imagem todas as noites com olhar furioso, quando voltava do trabalho.

John estava chegando numa esquina movimentada e pensou…

Ora…

Para que precisamos ainda de Anjo da Guarda?

De repente, por cima dos carros e de todo aquele barulho , uma vozinha de criança chamava por ele: “Papái! Papái!”

Era a sua filha Ingrid na janela do terceiro andar, ela estava acenando com as mãozinhas.

Havia ficado de castigo em casa porque havia falado novamente com a Ana Maria.

Assustado, o pai gritou…

Ingrid que não venha tanto com o corpo para fora da janela. Ingrid Volte…

Mas no seu entusiasmo infantil ela inclinou-se mais para a frente, como se quisesse vir ao encontro do pai…

Horrorizado, o pai viu a menina caindo do terceiro andar…

John tapou os olhos com as mãos. Ingrid caiu daquela altura!

E sem dúvida, Ingrid seria esmagada sob o violento impacto com o solo.

Antes que voltasse à realidade, uma mão amiga bate nos seus ombros.
Era a voz do seu odiado vizinho lhe dizendo emocionado:

“Não se aflija, John.

Sua filha Ingrid nada sofreu!”

John abriu os olhos. Não acreditou…

Ainda um tanto assustada pela queda, a criança, a pequena Ingrid se levantou e ajustou o seu vestidinho.

(O toldo da loja do edifício havia evitado a queda, e a pequena Ingrid nada sofreu além do susto).

Não era sonho, A criança veio correndo , abraçou o pai que a tomou nos braços:

“Ingrid! Ingrid! Como é possível? Você não se machucou , minha filha?”

“Não, pai. Só aqui no braço e na perna me dói um pouquinho.

Pai. Eu tenho um Anjo da Guarda, não é, papai?

O senhor não viu? Eu vi o Anjo, pai eu vi… Papai . Ele parecia só de luz e me segurou com as suas mãos!”

O pai caiu em prantos sem notar que seu vizinho lhe estendia a mão para felicitá-lo.

Foi só quando Ingrid perguntou ao pai.

Pai , agora eu posso brincar com a Ana Maria,

John. …. pareceu voltar a si:

Claro que pode filha , claro…

Emocionado John olha para seu vizinho e diz…

Vizinho, alguma coisa está errada em minha vida.

Eu Preciso conhecer mais sobre a Religião”. Você… me ajuda…
Aqueles homens saíram caminhando juntos…

Até o último dos homens, o mais pobre, o mais humilde, o mais deserdado ou a criança que ainda não fala têm por servidor um mensageiro do céu. O homem e o anjo juntos: quanta segurança e quanta dignidade! Sua assistência é contínua, mas, com certeza, ela fica mais diligente e intensa quando a alma ou o corpo correm algum perigo, na provação, no sofrimento ou nas dificuldades, sobretudo com a aproximação da morte, quando a necessidade de socorro é maior.

Fonte: Um Fato verídico, narrado por Mons. Afonso Weigl no seu livro “In Gottes Vaterhand”- Nas mãos paternais de Deus.


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O “Momento de Reflexão” você ouve de Segunda a Sexta-feira às 18:45 no programa Vozes da Paz pela rádio São José FM em 96,9, Deus abençoe.

 

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