Apesar de tudo, valeu apena

A saudade é amarga e as lágrimas não podem deixar de rolar quando perdemos uma pessoa querida.

Diante da morte da pessoa amada, é preciso ver contemplar Nossa Senhora aos pés da cruz do seu Amado. Ela perdeu o Filho Único…, que é Deus, e que foi morto de uma maneira tão cruel como nenhum de nós o será. Ela perdeu muito mais do que nós e não se desesperou. Certamente chorou muito… mas nunca se desesperou e nunca perdeu a fé. Aos pés da cruz de Jesus estava de pé.
 
 
Acompanhe o depoimento de uma mãe que perdeu o seu único filho.

“Filho querido, Por que esta visita tão curta?

Entraste em nossa vida pela porta do amor e nos ensinaste a amar, não o amor que conhecíamos, mas o
amor doação, o amor compreensão, o amor que dói.

Sim, aquele que dói pela enormidade; pela entrega total, pois sendo como somos, fracos na matéria, comparados pela enormidade de sentimentos, nosso corpo sofre pelo tamanho da doação.

Parece incompreensível. Mas, é uma dor bendita que martiriza e encanta, que nos leva ao inferno e imediatamente nos transporta ao céu; uma dor que gostamos de sentir, pois significa amor, compreensão.

E agora filho?

Sem a tua presença em nosso meio, nem dor sentimos Como pode um morto-vivo ter reações?

– Tu tinhas 21 anos, apenas. Era muito cedo para partir. Os amigos quando nos confortam dizem: “Deus assim o quis”.

Mas, não consigo e entender. Nos dá um único filho e logo no-lo tira? Colocou esse menino em nossa vida. Entrou, instalou-se, tomou conta de nós. Ficou dono do nosso amor, da nossa dedicação, da nossa vida.

Tudo girava em torno dele. Foram 21 anos de alegria e felicidade. 21 anos, Deus. Por que tão pouco? Só 21!

Sabemos que a passividade apresentada pela matéria querida em sua cama mortuária era lhe imposta por força sobrenatural pois, se lhe fosse dado escolher, espernearia para ficar ou sua fisionomia teria aspecto desesperado, pois ele nos amava e não tinha vontade de nos deixar. Mas, os desígnios de Deus são incompreensíveis. Cansei de tentar entendê-los e quanto mais penso, menos entendo.

Durante o dia e a noite, pergunto mil vezes: Por quê? Só tinha 21 anos.

Era moço, forte, cheio de vida. E era bom, carinhoso, humano…

Por quê? Só tinha 21 anos, e gostava da vida.

Então, por que, Deus?

Uma amiga nos disse: Se sua cruz esta pesada, descansa um pouco de joelhos, mas não a tira das costas.

O peso diminuirá. Antes de ouvi-la eu sabia que nossa cruz seria eterna, só o tempo diminuirá seu peso e esse peso que viverá conosco poderemos chamá-lo saudades.

Sim, saudade do filho querido que por 21 anos só nos deu alegria, satisfação, amor.

Lembrança do seu riso maravilhoso que inundava nosso lar; como o sol que ilumina o mundo; Lembrança louca dos seus braços longos que se entrelaçavam nos meus como que a transmitir calor, segurança. E seus olhos, como eram belos. Falavam comigo através da expressão. Brilhavam tanto que pareciam estrelas de primeira grandeza.

Cantava, ria, dançava. Só tinha 21 anos. Era todo vida, felicidade, alegria, quem diria, Deus, que durante esses 21 anos, a doença, qual monstro traidor, ia tomando conta daquele corpo querido de aparência saudável. Seu ataque foi fulminante.

Em poucos dias, foi destruiu toda a maravilhosa matéria que amávamos, penetrando em todas as suas células e matando-o finalmente.

Morreu para a vida!

Nunca mais ouviremos seu riso cristalino; seus braços não mais nos enlaçarão; suas mãos não nos acariciarão; não ouviremos sua voz pedir a bênção e dizer: “eu te amo mãe”… Mas em nossa mente como em “video tape” temos gravada sua vida. Anos de alegria, felicidade, amor…

E, se Deus, em sua infinita bondade, nos permitisse escolher e perguntasse se queríamos começar tudo de
novo, aceitaríamos sem pestanejar, pois, APESAR DE TUDO, VALEU APENA…

Fé não é insensibilidade e dureza de coração.

Pode chorar, mas chore como quem tem fé na ressurreição.
Veremos os mortos na eternidade.
Ofereça nesta hora a sua dor a ela, e sem dúvida, ela o consolará.
Podemos chorar os mortos; as lágrimas são o tributo da natureza, mas sem desespero e sem desilusão.

» Padre Juca / Gotas de Esperança e Otimismo
» Fonte – G. G. Pereira

 


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O “Momento de Reflexão” você ouve de Segunda a Sexta-feira às 18:45 no programa Vozes da Paz pelas rádios São José AM, 1240 e Nova Era FM em 104,5, Deus abençoe.

 

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