Fim De ano (Revista de Aparecida)

É uma época de intensos sentimentos, momento para avaliar o que fizemos ou deixamos de fazer. Uns comemoram conquistas, outros ficam tristes e angustiados. Soma-se a isso a sobrecarga de trabalho, o trânsito parado, as pessoas agitadas, os gastos com presentes, festas, férias que elevam a agitação e acabam nos afetando física e emocionalmente.
 
 
Pesquisa realizada em 132 países pelo Instituto Gallup, em2011, apontou que os brasileiros entre 15 e 29 anos demonstram mais esperança de felicidade para os próximos anos do que qualquer outro jovem do mundo. Essa crença no futuro está ligada ao aumento da oferta de empregos e de renda entre as pessoas dessa faixa etária.

Mas o que é a felicidade? 

Será que ela existe, de fato? O que é preciso fazer para alcançá-la? Alguém pode considerar-se plenamente feliz? Viver é tentar ser feliz. Não há ninguém que, conscientemente, dedique sua vida à busca da infelicidade. Mas o que fazer para saciar esse sonho humano?

Somos regidos pela indeterminação e pela impossibilidade de prever o futuro. Isso gera a angústia. Há quem tente decifrar esse tempo através da leitura de astros e cartas, videntes, búzios … Mas o futuro é um tempo que nos escapa, e é preciso estar aberto para acolhê-lo.

Na tradição cristã, falamos de advento, um tempo que vem, como cantamos na música Anunciação, de Alceu Valença: “Na bruma leve das paixões que vêm de dentro, tu vens chegando pra brincar no meu quintal … Tu vens, tu vens, eu já escuto os teus sinais…”

É preciso sensibilidade e escuta para perceber os sinais do futuro que vem. E o desejo, sobretudo quando não estamos contentes com o que temos feito com o nosso tempo e com a nossa vida, é de que o futuro, o próximo ano seja novo, diferente, melhor.

Mas não basta o propósito, mesmo que sincero, de fazer novos, em nossas vidas, o próximo ano e o nosso futuro. É preciso fazer novas as realidades que nos cercam, através de mudanças efetivas …

Quantas vezes já afirmamos: “Como está, não dá mais! Tenho que ser diferente. Preciso mudar”. Então, é chegada a hora de uma mudança ampla e profunda, que devemos fazer. Não apenas mudar as roupas, o penteado…

A mudança tem que nascer dentro.

» Equipe de redação do jornal Mundo Jovem, Porto Alegre – RS.
» Fonte – Revista de Aparecida – p. 30 – dezembro/2012
 

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